Victor Almeida (nascido em Ponta Delgada, Açores, em 1967) é um artista plástico e professor de Artes Visuais. Licenciado em Artes Plásticas/Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 1999, é uma figura destacada no panorama artístico açoriano, conciliando a sua carreira artística com a docência.
Em 2018, recebeu o Prémio Regional de Pintura António Dacosta.
A nova exposição de Victor Almeida, na Galeria Fonseca Macedo, apresenta duas séries de obras:
“Esta 1ª série de trabalhos de pintura a óleo sobre fotografia é uma simbiose num mesmo espaço, propondo-se um diálogo em torno da paisagem observada ao longo de trilhos pedestres de São Miguel. Os percursos apresentados não são apenas lugares físicos, mas também experiências de deslocação, de contemplação e de descoberta.
Na 2ª série, a alteração das dimensões, bem como a mudança do óleo para o acrílico permitiu mais liberdade e subjetividade.
O "acaso das pinceladas mais soltas”, as variações gestuais, os efeitos visuais inesperados da tinta geraram formas e sensações que não estavam totalmente planeadas.”
Victor Almeida.
CAMINHOS ENTRE A LUZ E A SOMBRA
Esta 1ª série de trabalhos de pintura a óleo sobre fotografia é uma simbiose num mesmo espaço, propondo-se um diálogo em torno da paisagem observada ao longo de trilhos pedestres de São Miguel. Os percursos apresentados não são apenas lugares físicos, mas também experiências de deslocação, de contemplação e de descoberta.
A fotografia surge como um vestígio do encontro com o território, registando fragmentos dos caminhos, detalhes da vegetação, mudanças de luz e marcas da presença humana na paisagem. A pintura, por sua vez, afasta-se da reprodução direta da realidade para reconstruir essas mesmas experiências, através da memória e do filtro do artista que a contempla.
Na 2ª série, a alteração das dimensões, bem como a mudança do óleo para o acrílico permitiu mais liberdade e subjetividade.
O “acaso das pinceladas mais soltas”, as variações gestuais, os efeitos visuais inesperados da tinta geraram formas e sensações que não estavam totalmente planeadas.
A luz e a sombra nos trabalhos foram concebidas através da memória e não da imagem fotográfica, o que privilegia a experiência subjetiva do artista, em detrimento da reprodução fiel da realidade observada.
Neste tipo de abordagem, a paisagem foi reconstruída a partir de lembranças, de sensações e de impressões acumuladas ao longo do tempo e dos trilhos realizados.
Victor Almeida