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As imagens do “9.11” foram e são repetidamente mostradas como evidência do terror que se viveu em Nova Iorque. A insistência na apresentação desses vídeos e fotografias, aliado ao lado espectacular que os caracteriza, hierarquiza de forma inequívoca a importância dessas mortes em relação a todas as outras vidas humanas noutro qualquer local do planeta. Isto é ainda mais perturbante e evidente quando se comparam os vídeos do “11 de Setembro” com as filmagens abstractas de fogo de artífício que as cadeias de televisão em todo o mundo pateticamente difundiram para ilustrar os bombardeamentos da guerra do Golfo. Bush, Blair e Aznar reuniram-se em Portugal para reconfirmarem a intenção de, contra tudo e contra todos, prosseguirem a campanha de terror que os EUA têem espalhado pelo mundo nas últimas décadas. Uma posição que parece ser legítima, desde que se possa continuar a viver em paz em Nova Iorque, com a segurança e a liberdade próprias dos animais que habitam em áreas de paisagem protegida. As onze fotografias foram feitas entre as 07:00 e as 19:00. As fotografias centrais testemunham a aterragem dos três aviões por ordem de chegada - Blair, Aznar, Bush. As restantes oito imagens foram feitas antes e depois. Tal como em 1991, o massacre decidido neste encontro não se vê, nem importa. Fica a paisagem idílica dos Açores, por decisão de Barroso.

16 de Março de 2003

Augusto Alves da Silva 

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FONSECA MACEDO - ARTE CONTEMPORÂNEA | 2017