“Adivinha quem sou eu? “ ◄ Voltar

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Ao observarmos as pinturas de Paula Mota poderemos chamá-las de arte feminina? Ou poderíamos comentar como sendo “eternamente pop”......? Numa primeira alusão vemos figuras femininas em tons de vermelho, sorridentes e joviais, vemos rosas e sentimos calor sentimos o cheiro a perfume. Vemos padrões, papel de parede, saias, vestidos e modelos. Numa outra alusão vemos figuras em tons de azul e cinza, olhos que nos fixam e bocas tapadas por códigos de barras e sentimos frio. São figuras e rostos que associamos a recortes de momentos, momentos do quotidiano como os títulos indicam " eu e a minha melhor amiga”, " camuflagem" ou “com creme”. E rostos disfarçados, mascarados, e é com esse quotidiano e dessas varias máscaras que nos deparamos em situações como “vista do buraco da fechadura”. Sentimos tanto frio como calor e é dentro desta dualidade que revemos alguns ícones, que poderemos também agora falar de fábulas. Esses Ícones, e essas fábulas, surgem aparentemente como técnica mas também como palavras, e é dentro deste campo que se situam as pinturas de Paula Mota. Momentos de um quotidiano disfarçado, quotidiano esse que e desdobra em múltiplas facetas. Pop no sentido técnico da palavra perante movimento artístico em questão e feminino dados os temas a que alude. As imagens remetem-nos novamente para um outro tempo, tempo esse que não conseguimos neste momento marcar, poderemos sim dizer que é uma arte senhora de alguns tempos. Tempos específicos e tempos distintos recodificados Mix media, em que utilizando as palavras de José Gil e situando as obras em questão: “A pintura é um texto de imagens que se desdobra em múltiplas outras.” E é perante este desdobrar em múltiplos momentos que situo as pinturas que agora descrevo, não as situo em nenhum ismo, são ícones, fábulas criadas pela própria artista, nos seus instantes em que alguns são notoriamente íntimos e outros nem tanto.

Porto, 25 de Outubro de 2005

Joana Pimentel

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