COLECTIVA 2011 ◄ Voltar

COLECTIVA 2011, FONSECA MACEDO-ARTE CONTEMPORÂNEA 8 de Dezembro 2011 - 31 de Janeiro 2012 A galeria de arte Fonseca Macedo-Arte Contemporânea inaugurou em 08 de Dezembro último a exposição Colectiva 2011, apresentando o seu acervo e alguns novos projectos dos quais se destacam a mostra de design de joalharia da dupla Romeu Bettencourt (Ponta Delgada, 1987) e Carolina Brose (Coimbra, 1988) e a Medalha Comemorativa do Centenário da Igreja Nossa Senhora da Redenção, da arquitecta Celina Vale. Esta exposição teve curadoria de Tânia Alegria, que estudou o acervo disponível e apresentou, em duas paredes da galeria, um trabalho de composição muito elaborado, com o objectivo de mostrar uma forma diferente de exposição colectiva. De facto, as duas composições têm a ver com o modo como os coleccionadores dos finais do século XIX e princípios de século XX apresentavam as suas colecções. As paredes estão forradas de obras de arte, de vários artistas, de várias dimensões e suportes, levando os visitantes a demorarem-se na sua identificação. A maioria destas peças é já conhecida do público, uma vez que foi exposta na galeria num contexto diferente, nomeadamente em exposições individuais. As relações que cada obra estabelece com as outras obras que lhe ficam próximas são potenciadoras de novas leituras e de novas valorações. Em alguns casos ganham projecção, obscurecendo as que estão próximas, mas, noutros casos, provocam um conjunto coeso e harmonioso. Com o minimalismo e sob o efeito da máxima de Mies van der Rohe - menos é mais - , as exposições em galerias e museus seguiram esta tendência, que tem dominado nas últimas décadas a própria decoração das casas. Não é gratuito o facto de a primeira sala da galeria seguir este tipo de exposição - uma peça ocupando todo o espaço de uma parede, reservando para si só a área que lhe proporciona o seu maior destaque. Esta opção permite um intervalo, um espaço para respirar, antes dos visitantes chegarem aos painés da sala do fundo. Na sua maioria, as obras expostas têm suporte tradicional, ou seja, tela e papel. Claro que também há fotografia e escultura, cabendo nesta categoria trabalhos tridimensionais realizados em tecido e papel. Na primeira sala o tema dos trabalhos é a natureza: Uma aguarela de João Queiroz, paisagem dos Açores, uma pintura de Urbano, representando uma árvore, uma fotografia de um ramo de salgueiros e uma escultura em bronze com suporte de pedra também da artista Cristina Ataíde. Junto ao arco, uma pequena peça de Catarina Branco, em papel recortado, anunciando já a grande exposição que inaugurará em 10 de Fevereiro próximo, no Museu Carlos Machado. Para a parede do fundo da sala foi escolhida uma tela de Victor Almeida, já exposta em 2002, cuja linguagem se harmoniza com as peças de design de joalharia apresentadas em plinto, no centro da sala. Os grandes painéis, com uma área aproximada de três metros por três metros, apresentam inúmeras obras que foram conseguindo o seu espaço por construirem jogos de luz, cor, forma ou dimensão. Tânia Alegria Dezembro 2011


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FONSECA MACEDO - ARTE CONTEMPORÂNEA | 2017