Ínsula ◄ Voltar

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Ínsula é o titulo da exposição dos mais recentes trabalhos de Miguel Branco, realizados após a sua primeira visita  aos Açores.

Centrados na ideia de ilha como território particular, mas também no significado da palavra ínsula como região ou parte isolada de um todo maior com estreita comunicação com o todo, os trabalhos desenvolvem um percurso  por diferentes séries e por várias linhas temáticas. A palavra ínsula designa também a parte do córtex cerebral envolvida nos processos da consciência e em diversas funções ligadas à emoção, percepção e auto consciência, a funções cognitivas e de experiência interpessoal.

A exposição desenvolve-se a partir de uma recolha ‘no terreno’ feita durante a primeira viagem do artista a S. Miguel, composta por percepções, anotações, registos de paisagem e de recolha de imagens feitas junto de coleções de História Natural. Por outro lado traça um outro percurso mais abrangente, com base naquilo a que se poderia chamar de “falsa memória”, partindo de uma dimensão residual e fragmentada de múltiplas configurações de natureza ficcional. Lugar longínquo, misterioso e mítico, a ideia de ‘ilha’ sempre evocou ao longo da história humana um ‘outro’ espaço, um lugar de isolamento do mundo, de encantamento, o lugar do exótico e do estranho, por excelência. Partindo dessa dimensão poética e de uma deslocação no espaço, os trabalhos refletem sobre a condição de um presente histórico fragmentado, virtual e disfuncional, onde tudo é dado em simultâneo.

Ínsula, a primeira exposição individual de Miguel Branco na galeria Fonseca Macedo, foi pensada para o espaço da galeria; é composta por uma escultura e por um alargado conjunto de pinturas de pequeno formato.

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FONSECA MACEDO - ARTE CONTEMPORÂNEA | 2017