Prometheus Fecit: terra, água, mão e fogo ◄ Voltar

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“Os processos de residências artísticas, na era do contemporâneo, propiciam a reconquista da experiência em que a permanência e a duração são incentivos pretendidos. Numa época em que as tarefas, desempenhos e situações se concatenam (quase sem intervalos de pensamento), na exigência de respostas quase imediatas, demora e decorrência são privilégios para os artistas e demais operadores culturais. A conceção, criação e produção de obras foi desenvolvida durante a permanência de 15 artistas, consolidando o projeto que foi localizado, pela segunda vez, na Fábrica de Cerâmica PP & A – S. Bernardo, Alcobaça. Em 2010/2011, sob impulso de Graça Pereira Coutinho concretizou-se a primeira etapa deste processo, que abarcou 6 artistas e culimou na exposição “Poder do Fazer” no Museu Nacional do Azulejo em Lisboa.
Em 2014, reuniu-se um grupo de artistas portugueses e brasileiros, procedendo de diferentes contextos e formações, “chegados” de viagens transatlânticas ou deslocando-se de cidades portuguesas. Tal confluência proporcionou contextos inesperados de experiência e pensamento; promoveu diálogos e confrontos; impulsionou novas articulações poéticas e concetuais. Associou-se técnica e criatividade, refletindo intencionalidades e decisões diferentes, por parte dos artistas e dos outros protagonistas que os visitaram durante as estadias.
As obras realizadas durante a residência – numa profusão que ultrapassou qualquer expetativa – apresentam-se, agora, na exposição coletiva patente entre a Galeria novaOgiva e o Museu Municipal de Óbidos.
Numa geografia onde a água e a terra propiciaram – desde tempo e memórias longínquos – a dimensão alquímica da cerâmica, o desenvolvimento das residências dos 15 artistas portugueses e brasileiros, adquiriu consistência e interesse acrescidos, prevendo-se que futuramente “alastre”.

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FONSECA MACEDO - ARTE CONTEMPORÂNEA | 2017